6 de nov. de 2008

Capitulo 51: Passado, Presente e Futuro

– Mãe, abre a porta! – gritava Hayley, enquanto chutava-a com toda a força que tinha.
“Ainda bem que pus um tênis antes de sair de casa, senão teria quebrado o pé! Nunca imaginei que essa porta fosse tão dura!”, pensou ela, e trocou o pé pela mão. “Eu acho que não tem ninguém em casa... poxa mais que sorte! Uma vez na vida que eu me esqueço de levar a chave acontece isso. Agora foi ficar aqui trancada do lado de fora?”. Ainda insistiu mais um pouco, mas parou e decidiu esperar sentada no pequeno degrau, a um metro de distância da porta. Descansou sua mochila no chão, tirou o cabelo do rosto, pôs a mão no queixo e ficou parada olhando para o nada. Já era tardezinha, mas o sol ainda aparecia longe, quase se pondo. Ela olhou para o céu. “Poucas núvens, ainda bem”. Seu pensamento, diferente do seu corpo, percorria o passado, as lembranças que ainda restavam em sua mente do tempo que vivia em Meridian. Alguns amigos, sua ex-escola, alguns parentes e vizinhos... tudo fazia falta quando ela tinha esses surtos de memória, e tentou rever o seu dia para saber por que sentiu tanta falta do seu passado.
Lembrou-se de seus “amigos” (as aspas, no caso, colocadas por ela) e de como se sentiu sozinha, apesar de estar em companhia de pessoas o tempo todo. Seus olhos faiscaram, ameaçando cair uma lágrima; ela piscou umas três vezes bem forte. “É incrível como pequenas coisas podem nos machucar tanto... quando estamos deprimidos. Todo mundo parece que tapa os ouvidos e você não consegue desabafar. Você se sente... como uma folha que fica de um lado para outro sendo empurrada pelo vento, até que cai no chão...” Seus olhos focalizaram uma árvore na frente da casa do vizinho da esquerda, e conseguiu ver no exato instante que uma folha, aparentemente seca, caía lentamente acompanhada pela brisa. Segundos depois de sair do seu transe, percebeu que uma figura já conhecida se dirigia lentamente em seu vestido longo, cor de outono, e seus cabelos escuros que voavam também caminhando de um lado para o outro, também carregados pelo vento. E de uma forma inusitada, a garota continuava se aproximando, até que parou em frente à casa de Hayley, bem perto de onde ela estava, e abriu um sorriso estranho. Era a mesma pessoa que Hayley vira antes em cima de uma árvore?
– Olá, como vai? – disse, educadamente antes de se apresentar. – Sou Katrina, acho que estuda... estudávamos na mesma escola.
– Sim, eu me lembro de você. – respondeu, “também, como esquecê-la?!” – Meu nome é Hayley, muito prazer. – E deu um breve sorriso de retribuição.
– E que você faz sentada aqui a essa hora da tarde, Hayley?
– Tô de castigo. Minha mãe saiu e me deixou trancada do lado de fora. – “Se bem que a culpa foi toda minha por ter esquecido a chave”.
– Nossa... e por que não vai atrás dela agora? Se quiser eu posso ir com você. Acho que vi ela saindo naquela direção... – e apontou para o final da rua, que dava para a Ralson Street. – Talvez ela e seu pai tenham ido fazer compras...
– Não, não. Você deve estar confundindo. Eu na moro com meu pai.
– Então seu padrasto... não sei. – fez um gesto com a mão direita passando perto do rosto, como que abanando as idéias. Depois de um tempo em sua companhia, Hayley percebeu que ela sempre fazia aquilo quando dizia alguma coisa que considerava embaraçosa.
– É... eu acho que tenho de fazer isso mesmo, senão vou passar o resto do dia aqui sentada... e daqui a pouco eu tenho que ir à casa do Jeremy. A gente pra Nashville, poxa, eu já tinha até esquecido! Meu Deus, e eu tô uma porca!
As duas agora já caminhavam para “lugar nenhum”, mas o papo estava tão bom que nem se importaram tanto com o destino.
– Sabe, Katrina... eu acho que papai do céu me ouviu quando disse que estava me sentindo sozinha e ele me mandou você para me fazer companhia.
– Eu quem o diga... depois daquele papelão na escola ninguém quer mais andar comigo... até me chamam de louca, mas o que eu posso fazer? É só cheirar um copo de bebida e eu fico daquele jeito.
As duas conversaram muito durante esse tempo e Hayley descobriu muitas coisas sobre a vida de sua nova amiga. Katrina tinha vindo da Califórnia, seus pais já eram divorciados há dois anos e ela morava com seu pai e sua madrasta. Era filha única. Seus hobbys eram viajar, coisa que fazia o tempo inteiro, e escrever histórias, dentre elas, contos e romances. Um deles seria sobre uma garota chamada Ana e se chamaria “Menina dos Olhos Seus, Não Meus”. Hayley achou interessantíssimo uma garota que acabara de terminar o colegial escrever tanto, e ficou também muito curiosa respeito da história, mas Katrina disse que não se preocupasse, pois outro dia mostraria alguns capítulos a ela. Por fim, após rodearem o quarteirão uma quatro vezes, resolveram parar. Todas as duas estavam exaustas e a noite já havia caído. Já estavam sentadas no mesmo local em que se encontraram primeiro, quando de repente, de repente, o carro do namorado de sua mãe pára e os dois saem rapidamente. Sua mãe praticamente correu do carro quando viu sua filha do lado de fora de casa.
– Não levou a chave, não foi? Eu encontrei ela no chão do seu quarto. – disse ela, estendendo-a de volta para a dona. – Escuta, você não devia estar arrumada agora? Seus amigos já falaram comigo e pediram para que eu te apresasse.
– Tem razão! Eu vou correndo tomar banho! Tchau Katrina, foi um prazer te conhecer.
– Tchau, Hayley. Você é muito legal! A gente se vê depois.
Hayley correu desesperada até o banheiro e parecia tão apressada que era como se tivesse tomado banho e se trocado ao mesmo tempo! Em poucos minutos estava pronta. Deu um beijo e um braço em sua mãe e depois se despediu de longe. O carro do pai do Jeremy já buzinava em frente a sua casa e ela abriu a porta de trás, sentando-se ao lado de Zac e Jeremy. Josh etava no banco da frente ao lado do motorista. Era impossível não perceber o nervosismo deles.
– Pô, Hayley! – exclamou Zac. – Você fez a gente esperar um tempão!
– Um tempão?! Eu me arrumei igual a um menino, tá legal?! Tomei o banho mais rápido da minha vida! E você só estão aqui a no máximo cinco minutos, eu acho. Nem vi quando o carro parou aqui. Então não me venha com “um tempão”!
– Tá bom, tá bom! – disse ele, acalmando-a – É que eu tô muito nervoso...
– Então você é a Hayley? – perguntou o homem que dirigia. – Eu sou Jonas Davis, pai do Jeremy.
Ela ficou enantada, assim como todo mundo fica ao olhar o Sr. Davis nos olhos.
– O prazer é todo meu... – respondeu.
– Então gente, vamos nessa? – disse ele já dando a partida no carro.
Quando o carro começou a rodar os primeiros metros, todos sentiram um calafrio ao lembrar da última vez que saíram de viajem. Mas aos poucos foram se esquecendo do perigo à medida que se distanciavam mais e mais de Franklin. O percurso foi tranqüilo e em menos de uma hora eles chegaram a Nashville. Mas para achar o lugar em que ficava o estúdio foram quase meia hora de rodeios e paradas para pedir informação. Finalmente encontraram o lugar, depois de muita luta. O prédio ficava em uma rua pequena, mas muito charmosa e enfeitada com inúmeras artes em grafite. Pararam o carro e desceram todos de uma vez. Zac foi o primeiro a correr e tocar a campainha do prédio que eles achavam que ficava o estúdio. Bryan apareceu pouco tempo depois.
– E aí, meus amigos! Como vocês estão? Fico muito feliz em receber você aqui. Vamos entrando! – Normalmente ele não era tão receptivo assim. O motivo de estar sendo tão cordial era o simples fato de ter gostado muito do som dos garotos. Ele os ouviu pela primeira vez na festa do Bill e outra vez na batalha das bandas, onde ele mesmo fora juiz. – Então, não vamos perder um segundo de tempo. – disse ele já correndo de um lado para o outro com o açúcar fluindo e agitando em sua corrente sanguínea.
Conversaram muito sobre assuntos gerais que envolvem o trabalho em estúdio e como as músicas são gravadas. Falou sobre a importância do músico conhecer um pouco sobre acústica, a importância dos instrumentos, colocação, microfonação, fluxo de sinal, estrutura de ganho... e outros muitos assuntos importantes que seus “pupilos” precisavam aprender antes de começar a gravarem as músicas. Perguntou sobre as idéias deles, leu algumas letras, ouviu algumas músicas, estudou seus antecedentes e a experiência que tinham no meio musical... e se encantou mais ao saber o quanto eles eram jovens.
Já a Paramore ouvia tudo atentamente e faziam tudo com o maior cuidado possível para não decepcionar seu “professor”. Era outro nível, outros passos. Depois daquilo eles tinham certeza que novas portas se abririam para eles. O sonho de gravar o primeiro CD já não era algo tão distante. Pelo menos com essas demos, seria muito mais fácil mandar o material já pronto para uma gravadora e apostar a sorte. Realmente tudo estava dando certo, e eles estavam felizes. “Ontem estávamos numa garagem e hoje em um estúdio. Quem sabe onde estaremos no futuro?!”

17 comentários:

Marcos Paulo disse...

Depois de tanto tempo sem escrever, o mínimo que eu poderia fazer era escrever um capítulo de três páginas.
Aqui acaba a segunda temporada. Espero que tenham gostados das desventuras.
Um abraço a todos e muito obrigado pela paciência :D

Anônimo disse...

ae MArcos nos que agradecemos...muito bom!!:)

Junior disse...

O

Junior disse...

M

Junior disse...

G

Junior disse...

*----------*

Anônimo disse...

Parabéns pela história!
está otima! (Y)

vc devia reescrever essa historia em um livro futuramente ;D

Anônimo disse...

nos q agradecemos mesmo....

ta mto legal a historia....viciante

gezze disse...

melhor fic ki li!!






:)

Maah disse...

*o*

nós só somos pacientes pq vale a pena viu? u_u

-q

continue sendo bonzinho e tente não nos matar de abstnencia, ok?
rs

=**

Sakura disse...

nossa*-*
esse fou um Sr.capítolo eiin
parabens Marcos,a primeira e a segunda temporada foram mto boas!
continue assim
xD

Sakura disse...

capítulo* ¬¬

Maah disse...

abstneeencia :(

gezze disse...

capitulo 52 pelo jeito vai BOMBAR!!!!!!!!!!!:D


hehe....na espera!!;)

Anônimo disse...

cara, melhor fic que ja li na vida. divulga mais rapaz... \o

Anônimo disse...

cara, melhor fic que ja li na vida. divulga mais rapaz... \o

gezze disse...

"cara, melhor fic que ja li na vida. divulga mais rapaz... \o"

=BOOAAAA!!!!


Eh isso ae MArcos.....
divulga mais....seu trbalho eh muito bom!!

=)