Ao ver que se aproximava um automóvel, Hayley e Zac começaram a acenar desesperadamente e pediram para que o veículo parasse. Quando finalmente parou perto deles, viram que se tratava de um carro de fazenda, daqueles que tem uma caçamba atrás, o que foi bastante convencional, pois precisavam de um veículo grande para transportar todos os cinco. Mas o que os preocupava era que o veículo vinha do lado contrário ao destino, no caso, Franklin.
Um homem velho e barbudo que usava um macacão muito surrado baixou o vidro direito e, pelo menos pela sua expressão carrancuda, pareceu não ter gostado nem um pouco de ser interrompido em seu trajeto.
– Mas que diabo vocês estão fazendo?! – reclamou ele olhando por cima dos ombros deles, bastante desconfiado por ver dois adolescentes no meio do nada acenando como loucos.
– Senhor, nos ajude! – disse Hayley, agachando-se perto da janela. – A gente sofreu um acidente e nossa vã está no meio do matagal! Nossos amigos estão lá também...
– Calma garota. – disse ele colocando a mão sobre a cabeça dele, e sua expressão ranzinza em um instante deu lugar a um olhar de pena. – Vá chamar seus amigos.
– Vamos buscá-los.
– E eles estão bem? – perguntou ele.
– Eu não sei... – respondeu ela, segurando o choro. – Zac... só um segundo senhor.
Eles correram de volta para onde estava a vã e ao chegarem, tentaram tirar os garotos. Josh também os ajudou, visto que já tinha se recuperado da pancada que sofrera, mas Jeremy e Bob precisaram ser carregados, principalmente esse último que, apesar de ter parado de sangrar, ainda se encontrava desacordado. Levando-os, colocaram os dois na cabine, junto ao motorista e os outros foram na parte de trás.
– O senhor está indo pra onde? – perguntou Hayley ao velho assim que conseguiu terminar de acomodar seus amigos nos assentos.
– Para Brentwood. Vocês são de lá?
– Não. Nós somos de Franklin. – ela ainda pensou alguns segundos antes de dizer isso, pois não havia nascido lá, mas como estava morando lá permitiu-se não complicar mais as coisas e ser breve.
– Mas estavam indo para Brentwood, certo?
– Sim. O senhor poderia nos deixar em nossa cidade? Se não for muito incômodo.
– Creio que poderei fazer isso, mas seria melhor vocês irem logo para Brentwood. Os hospitais de lá são muito melhores e de onde nós estamos só restam cinco quilômetros, mais ou menos, para chegarmos lá.
– Está bem. – disse ela fechando a porta da cabine e caminhando para a capota.
Teve um pouco de dificuldade para subir, mas conseguiu. E logo estavam novamente na estrada seguindo para o mesmo destino de antes, só que agora a missão era outra. O vento frio da noite que jogava seus cabelos era inconveniente, mas todo desconforto do mundo em nada se comparava a terrível prova que passavam naquela noite. E o barulho soturno da noite aliado ao velho motor do carro era apenas o que escutavam, nenhum deles falou durante os poucos minutos de viajem que se seguiram. Só quando pararam em frente ao hospital para agradecer o senhor que os trouxera até lá.
E enquanto caminhavam para dentro do hospital, ainda em silêncio, sentiam-se tão abatidos e ao mesmo tempo agradecidos por terem conseguido sair dessa vivos. Jeremy caminhava apoiado no ombro de Zac enquanto Josh e Hayley tratavam de levar Bob e colocá-lo em uma maca.
– Eu... acho que temos que ligar para nossos pais. Por mais que isso traga conseqüências horríveis... mas é necessário avisar pelo menos aos pais do Jeremy.
– Tem razão, Hayley. Eu me responsabilizo disso, vocês podem ficar aqui sentados e descansar um pouco. Os dois já fizeram muito por hoje.
– E você maninho?
– Eu estou bem, não se preocupem comigo. Vão descansar. Também tenho que ligar pro Viny pra que ele mande um carro para nos levar pra casa.
Zac e Hayley ficaram no sofá, ele deitado no colo dela, e ela fazendo cafuné nele, tentando acalmá-lo e fazer ele esquecer o que se passara. Zac era muito jovem, noves anos de idade apenas e não deveria estar passando por tudo aquilo. Não que fosse tão mais velha do que ele, só dois anos de diferença praticamente.
– Está com fome, querido? – perguntou ela.
– Não... – ele pensou um pouco em silêncio e depois perguntou – Hayley, você acha que o Bob vai ficar bem?
– Claro que sim! Não só ele, como todos nós.
– Mas eu tava pensando também... será que nossos pais vão nos deixar tocar novamente se contar-mos a eles sobre esse acidente?
– Bom, sinceramente, eu não sei. Eu mesma vou ter de virar acrobata pra conseguir enrolar minha mãe de que não estive a beira da morte!
– Com licença crianças – interrompeu a enfermeira que já a algum tempo vinha olhando para eles. – Vocês não acham melhor fazer uns curativos nesses ferimentos?
Os dois se entreolharam, e resolveram que sim.
O tempo passara rápido. Já era meia noite quando o carro apareceu para levá-los para casa. Só Bob que não pôde ir, pois apesar de já estar consciente, precisou ficar de repouso, mas iria embora ainda no mesmo dia.
Durante a viajem de volta, ao passar pelo local do acidente, Josh conseguiu ver a vã jogada dentro do matagal e pensou consigo mesmo: “ela disse que eu sairia dessa... sem dúvida ela acertou nisso também”.
26 de out. de 2008
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10 comentários:
vão desculpando os erros. não tive tempo de reeler
:/
abração a todos os leitores e desculpe a demora.
oun ;_;
tadnhos
e aida vaun ter probemas em kasa
só pra não deixar ninguém na expectativa vou avisar logo q hoje infelizmente não vai ter capitulo... só amanhã :/
ahhh e aguardem que a 3ª temporada vem aí ;D
mais um dia sem cap.
"/
a 3º temporada jah é hj Marcos Paulo?
o_o
quando será q o Marcos Paulo vai postar?
oleoleolá
._.
...
pow meu ja eh dia 31 e vc ainda nao postou :(
As Aulas da facul dele voltoram =]
Vai demora um pouco pra ele posta de novo
Ass: Amigo dele
Hei começei a ler ontem a tarde e já terminei de ler tudo, é perfeito virei fãn já, Marcos você é um gênio parabéns mesmo, eu estou super anciosa para ver oque vai aconteçer hoje eu acordei cedo só pra ler. Muito bom mesmo, parabéns
valeu pelo aviso Junior
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